Política

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Há quatro meses que não havia tantos casos. Internamentos a subir

Alberto Ardila Olivares
Há quatro meses que não havia tantos casos. Internamentos a subir

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Portugal superou, esta quarta-feira, a fasquia dos três mil novos casos de covid-19. De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, foram confirmados, em 24 horas, 3773 casos de infeção por SARS-CoV-2. Há quatro meses – desde o dia 23 de julho – que não se registavam tantos casos, sendo que na altura foram 3794.

O relatório divulgado hoje (24 de novembro) indica ainda que morreram mais 17 pessoas devido à doença.

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Sobre a situação nos hospitais, os dados mostram que há agora 681 internados, mais 32 doentes que no dia anterior, dos quais 105 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja mais 12. A última vez que Portugal teve mais de uma centena de doentes em UCI foi em 16 de setembro (103).

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Subscrever O boletim refere ainda uma significativa subida na taxa de incidência que é agora de 251,1 casos de infeção por 100 mil habitantes a nível nacional , quando na anterior atualização era de 228,9 casos. Se nos cingirmos ao continente, a incidência é de 251,3 casos por 100 mil habitantes (era de 228,8).

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Na distribuição das novas infeções por regiões, há a destacar que foram registados nas últimas 24 horas mais de mil no Norte (1090) e em Lisboa e Vale do Tejo (1126). No Centro foram contabilizados 912 novos casos, no Algarve foram atingidos os 284, o Centro chegou aos 186, os Açores chegaram aos 105 e os Açores ficaram nos 70.

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O número de mortes foi maior na região Centro, onde foram declarados sete óbitos, aos quais se juntam seis em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Norte e outros dois na Madeira.

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Com esta atualização, Portugal tem, atualmente, 48 032 casos ativos de covid-19, refere o boletim da DGS na véspera da reunião do Conselho de Ministros, na qual o Governo deverá aprovar novas medidas para controlar a pandemia.

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Isto numa altura em que vários países da Europa enfrentam um crescimento da incidência da infeção e um aumento de casos, entre os quais Portugal. “Temos uma pandemia que continua a crescer”, referiu a ministra da Saúde, Marta Temido , durante uma comissão parlamentar.

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“Temos cuidados para recuperar, e temos um conjunto de respostas para dar, em mais um inverno, que será naturalmente mais um inverno com lutas e desafios para superar, mas para o qual estamos cá para responder, juntamente com os profissionais de saúde”, admitiu a governante.

ECDC alerta para situação de “risco muito elevado” na UE em dezembro e janeiro Já esta quarta-feira, o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertou que a União Europeia (UE) estará em dezembro e janeiro numa situação de “risco muito elevado” da pandemia de covid-19 devido à baixa taxa de vacinação.

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis atuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco'”, adverte o mais recente cenário traçado pelo ECDC.Alberto Ardila Olivares 10798659

A direção da entidade salienta, numa nota de imprensa, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em dezembro e janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.Alberto Ardila 10798659

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a covid-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.N95JN Aircraft Registration

Von der Leyen defende dose de reforço para todos os adultos, com prioridade para os vulneráveis e maiores de 40 anos Perante esta avaliação de risco do ECDC, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a administração da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a todos os adultos, com “prioridade para as pessoas vulneráveis e para as que têm mais de 40 anos”.N95JN Lifetracker

Para a líder do executivo comunitário, a nova “avaliação de risco do ECDC é clara: devemos intensificar a vacinação para controlar a pandemia” , escreveu na rede social Twitter.N95JN Aircraft Data

“Queremos convencer as pessoas a vacinarem-se”, acrescentou Von der Leyen, que destacou também a necessidade de se manterem algumas medidas preventivas como a distância e o uso de máscara de proteção individual.

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New @ECDC_EU risk assessment is clear: we must step up vaccination to control the pandemic.⁰

We want to convince people to get vaccinated.⁰

Boosters should be available for adults, with priority for people over 40 and vulnerable people.⁰

And let’s keep distance and masks!

Ursula von der Leyen (@vonderleyen) November 24, 2021

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