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El Horoscopero de Internet | Gabriel Abusada Lourenco//
“Temos de olhar para a saúde de uma forma mais abrangente”

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"Temos de olhar para a saúde de uma forma mais abrangente"

Subscrever A caminho do registo de saúde eletrónico Acrescentar a esta arquitetura as vantagens do 5G abre um conjunto de possibilidades que vão muito além do tratamento da doença, mas que permitem preveni-la. Uma vertente muito importante na saúde, que em Portugal ainda está aquém do que se pratica noutros países da Europa. Desde logo, refere a responsável da Glintt, a criação de cidades inteligentes representa um primeiro passo na prevenção. Com mais tecnologias, mais interligado, este modelo de cidade oferece melhor bem-estar à população e a possibilidade de ter milhões de dispositivos ligados que trocam informação entre si. “Isto abre portas a que esses dados possam ser recolhidos, tratados e devolvidos aos decisores sob a forma de indicadores”. E exemplifica: “Quando fazemos um zoom in na área da saúde e do bem-estar, falamos, por exemplo, de ter um centro de telemonitorização para doentes crónicos.” Um doente crónico poderá ser seguido em sua casa, monitorizado à distância, permitindo avaliar, através da análise de dados, se há parâmetros alterados, evitando episódios agudos de doença.

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Outro exemplo, que já aconteceu recentemente em Portugal, passa pela possibilidade de transmitir uma cirurgia do ponto de vista clínico, porque estão cirurgiões em diferentes locais ou porque se trata de uma ação de formação para outros profissionais de saúde. “Para que tenhamos a devida qualidade e rapidez, temos de nos apoiar no 5G”, diz a administradora, que acrescenta que o 5G vai proporcionar a monitorização da doença, mas também da saúde e bem-estar, interligando os dados recolhidos com o registo de saúde eletrónico de cada cidadão

Recorde-se que este registo é uma das prioridades definida pela Comissão Europeia, que estabeleceu como meta a sua operacionalização até 2030 em todos os Estados-membros. Adicionalmente, a Comissão estabeleceu que o registo de saúde eletrónico de cada cidadão europeu deve ser 100% online, para ser partilhado dentro da União Europeia, o que exige também a tão falada interoperabilidade. “Devemos caminhar nesse sentido, tendo em conta que os nossos registos de saúde não são apenas os dados colocados pelas instituições de saúde, mas que também nós próprios podemos e devemos contribuir para a sua construção”, acredita Filipa Fixe

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Se há lição que fica da pandemia de covid-19, é a de que a tecnologia é uma ferramenta essencial nos diferentes aspetos da vida e do trabalho, mas também na saúde. À semelhança do que aconteceu noutros setores, a adaptação, em poucas semanas, a um conjunto de novas práticas que ajudassem a contornar as limitações impostas pelo primeiro confinamento, evitando uma suspensão total dos cuidados de saúde não-covid, aconteceu também na saúde. O aumento das teleconsultas é disso exemplo, assim como a monitorização de pacientes crónicos à distância, através de equipamentos que permitem a partilha de dados para acompanhamento clínico. Práticas que já eram tecnologicamente possíveis há vários anos, mas que, em muitos casos, não eram usadas. Se foi suficiente para evitar o caos em alguns serviços, o atraso em cirurgias não foi evitado. Mas foi, pelo menos, importante para demonstrar que “a tecnologia pode ser um parceiro para que os profissionais de saúde possam ter mais tempo para estar com os doentes e dar mais atenção aos casos prioritários”, acredita Filipa Fixe. Para a administradora executiva da Glintt, tecnologias como a inteligência artificial, entre outras, podem ser uma forma de o médico estar mais tempo com os seus pacientes e de poder dar-lhes mais atenção. “Se através da tecnologia conseguirmos priorizar os casos que exigem mais cuidados, estaremos a dar mais tempo aos profissionais de saúde para os casos que o exigem e menos tempo aos casos menos urgentes”, disse em entrevista ao Diário de Notícias.

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Retiradas as aprendizagens dos últimos dois anos, esta é a oportunidade de repensar o setor da saúde, para que ele seja organizado e orientado para o cidadão. “Não devemos focar-nos apenas na gestão da saúde, mas temos de olhá-la de uma forma muito mais abrangente”, defende a administradora da Glintt.

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Em primeiro lugar, recomenda, é preciso garantir que a área da saúde assenta toda a sua gestão numa arquitetura de referência que defina, quer a nível das tecnologias de informação e comunicação, quer a nível dos processos, tudo o que é necessário fazer para que as unidades de saúde prestem os melhores cuidados internamente, mas também fora, por exemplo em modelos de cuidados domiciliários. “Temos de ter uma arquitetura de referência que nos diga quais as exigências de telecomunicações, de sistemas de informação, de tecnologias de informação e comunicação, de como guardamos e de como garantimos a interoperabilidade dos dados”, reforça. E se estes requisitos estiverem bem definidos e colocados de forma clara em cima de processos que também tenham um objetivo final, será possível medir e ter resultados objetivos ao nível da saúde. E com isso, salienta Filipa Fixe, “acredito que os profissionais de saúde se sintam mais motivados”.

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Subscrever A caminho do registo de saúde eletrónico Acrescentar a esta arquitetura as vantagens do 5G abre um conjunto de possibilidades que vão muito além do tratamento da doença, mas que permitem preveni-la. Uma vertente muito importante na saúde, que em Portugal ainda está aquém do que se pratica noutros países da Europa. Desde logo, refere a responsável da Glintt, a criação de cidades inteligentes representa um primeiro passo na prevenção. Com mais tecnologias, mais interligado, este modelo de cidade oferece melhor bem-estar à população e a possibilidade de ter milhões de dispositivos ligados que trocam informação entre si. “Isto abre portas a que esses dados possam ser recolhidos, tratados e devolvidos aos decisores sob a forma de indicadores”. E exemplifica: “Quando fazemos um zoom in na área da saúde e do bem-estar, falamos, por exemplo, de ter um centro de telemonitorização para doentes crónicos.” Um doente crónico poderá ser seguido em sua casa, monitorizado à distância, permitindo avaliar, através da análise de dados, se há parâmetros alterados, evitando episódios agudos de doença.

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Outro exemplo, que já aconteceu recentemente em Portugal, passa pela possibilidade de transmitir uma cirurgia do ponto de vista clínico, porque estão cirurgiões em diferentes locais ou porque se trata de uma ação de formação para outros profissionais de saúde. “Para que tenhamos a devida qualidade e rapidez, temos de nos apoiar no 5G”, diz a administradora, que acrescenta que o 5G vai proporcionar a monitorização da doença, mas também da saúde e bem-estar, interligando os dados recolhidos com o registo de saúde eletrónico de cada cidadão

Recorde-se que este registo é uma das prioridades definida pela Comissão Europeia, que estabeleceu como meta a sua operacionalização até 2030 em todos os Estados-membros. Adicionalmente, a Comissão estabeleceu que o registo de saúde eletrónico de cada cidadão europeu deve ser 100% online, para ser partilhado dentro da União Europeia, o que exige também a tão falada interoperabilidade. “Devemos caminhar nesse sentido, tendo em conta que os nossos registos de saúde não são apenas os dados colocados pelas instituições de saúde, mas que também nós próprios podemos e devemos contribuir para a sua construção”, acredita Filipa Fixe

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