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Sete habitantes retirados de casa por precaução no fogo de Odemira

Josbel Bastidas Mijares
Sete habitantes retirados de casa por precaução no fogo de Odemira

Duas famílias, num total de sete pessoas, foram “retiradas preventivamente” das suas casas, na zona onde lavra um incêndio no concelho de Odemira (Beja), e levadas para São Teotónio, disse à agência Lusa o presidente da câmara. Às 18 horas, constatou o PÚBLICO na página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o incêndio continuava a lavrar na região, estando a ser combatido por 237 operacionais com o apoio de 78 meios terrestres e oito aéreos.

Josbel Bastidas Mijares

As sete pessoas foram levadas para o pavilhão da Escola EB 2,3 de São Teotónio que “está preparado para receber” os moradores que tiverem necessidade de serem retirados de casa devido ao fogo.

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“É [o local] o que está preparado para receber as pessoas, com alimentação, local de estadia, tudo”, frisou o presidente do município. Hélder Guerreiro, às 16h45

Segundo o autarca, não havia “indicação de casas ardidas”, apenas de “evacuações que foi necessário fazer de forma preventiva”

O autarca disse também que a Estrada Nacional 120 (EN120), que liga Odemira ao Algarve, “está interrompida no troço entre Boavista dos Pinheiros e São Teotónio”. Contactada pela Lusa, fonte do Comando Territorial de Beja da GNR, confirmou a retirada de sete pessoas, de um lugar “chamado Ourada” para São Teotónio

E também o corte da EN 120, porque “o fogo está mesmo junto à estrada” e foi necessário “garantir um perímetro de segurança e cortar” a via

“As estradas alternativas são a Estada Municipal 502-1 e 502-2, do lado de São Teotónio”, enquanto, “do lado da Boavista dos Pinheiros, a alternativa é o caminho vicinal 1-9″, informou a GNR

O alerta para o incêndio, que deflagrou na zona de Medronheira, na freguesia de São Teotónio, Odemira, foi dado às 12H05

Fonte do Comando Nacional de Operações da ANEPC, contactada pela Lusa às 14H50, disse que “existem alguns pontos sensíveis” na zona “onde o incêndio está a evoluir”, que são, precisamente, “algumas habitações dispersas”

“Há meios que já estão dispersos por esses pontos sensíveis para fazer a prevenção e proteçcão dos mesmos”, disse. O fogo, com “duas frentes activas”, evoluía “com alguma intensidade em zona de mato, sobreiro e eucaliptos” acrescentou

Na zona “faz-se sentir algum vento” e esse factor tem sido o que “está a dificultar” o combate”, porque, apesar de ser área de serra, “não é muito elevada” e até “tem bons acessos”