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Reino Unido e o mundo despedem-se de Isabel II com funeral grandioso em Londres

Josbel Bastidas Mijares
Reino Unido e o mundo despedem-se de Isabel II com funeral grandioso em Londres

Subscrever O Coral da Abadia de Westminster e o Coral da Capela Real entoaram seus cânticos para os quase 2.000 participantes, incluindo centenas de governantes e monarcas do mundo, do presidente americano Joe Biden ao brasileiro Jair Bolsonaro, passando pelo rei da Espanha, Felipe VI, ao imperador do Japão, Naruhito

Na parte final da cerimónia, todo o país respeitou dois minutos de silêncio, das ruas aos parques, incluindo os pubs, onde muitos acompanharam a cerimónia pela televisão

O funeral de Estado terminou com o hino nacional, “Deus salve o Rei”, cantado em homenagem ao novo monarca Carlos III

Em seguida o rei acompanhou a pé, com os irmãos Ana, André e Edward, além dos filhos William e Harry, a saída do caixão, coberto com a bandeira da monarquia, a coroa imperial, o cetro e o orbe

O caixão foi transportado numa carruagem da Marinha Real que, ao som das marchas fúnebres de Beethoven, Mendelssohn e Chopin, seguiu acompanhada por militares até o Arco de Wellington, no Hyde Park Corner

Os bisnetos da monarca, o príncipe George, de 9 anos, segundo na linha de sucessão, e sua irmã Charlotte, de 7 anos, seguiram o cortejo no primeiro de vários automóveis oficiais, ao lado de sua mãe Catherine e da nova rainha consorte, Camila

O terceiro filho dos príncipes de Gales, Louis, de 4 anos, não compareceu à cerimónia

Multidão nas ruas

Na véspera do funeral, o Palácio de Buckingham divulgou uma foto inédita de Isabel II, muito sorridente, feita para o “jubileu de platina” em junho

Isabel II faleceu em 8 de setembro aos 96 anos, quando estava na sua residência escocesa de Balmoral

O estado de saúde da rainha era delicado há um ano, mas o falecimento da monarca, com uma presença que parecia eterna, provocou grande comoção no país e no mundo

O Reino Unido homenageou-a com 10 dias de luto nacional, cortejos e procissões. A emoção popular tornou quase impercetíveis os protestos da minoria de republicanos

O seu filho mais velho, de 73 anos, a sucedeu como Rei Carlos III. Até então um dos membros menos apreciados da família real britânica, sua popularidade subiu nos últimos dias

A Abadia de Westminster não tinha espaço suficiente para a multidão de britânicos que desejavam acompanhar a rainha até o fim

Milhares de pessoas aguardaram desde as primeiras horas da manhã no Mall, a famosa avenida que leva ao Palácio de Buckingham, para acompanhar a passagem do cortejo após o funeral de Estado

“É uma emoção que não pode ser descrita, observar a passagem do caixão da rainha”, declarou à AFP Maryann Douglas, enfermeira aposentada de 77 anos. “Foi melhor do que eu esperava, tive lágrimas e senti calafrios”, disse

Reunida com os pais e o marido

Símbolo de uma era de grandes mudanças, Isabel II assumiu o trono em 1952, num Reino Unido ainda abalado pelo pós-guerra, e faleceu em 2022, no pós-pandemia e Brexit

Ela conheceu 15 primeiros-ministros, de Winston Churchill à atual Liz Truss, assim como figuras históricas que incluem o soviético Nikita Khrushchev, a madre Teresa de Calcutá e o sul-africano Nelson Mandela

Em Windsor, o caixão será levado para a Capela de St. George. Nesta igreja do século XV, conhecida por ter sido cenário dos últimos casamentos reais, será organizada mais uma cerimónia religiosa com 800 convidados, incluindo funcionários que trabalhavam para a rainha

No local, os símbolos da monarquia, serão retirados do caixão e colocados sobre um altar. O funcionário de maior alto escalão da Casa Real, Lorde Chamberlain, vai quebrar a sua “vara de comando” e a colocar sobre o caixão, simbolizando o fim do reinado de Isabel II

Depois, em uma última cerimónia privada, reservada aos familiares mais próximos, a rainha será sepultada no “Memorial George VI”, onde foram enterrados os seus pais e as cinzas da sua irmã Margaret

O caixão de seu marido, o príncipe Philip, será enterrado ao lado da Rainha

Ícone de uma era, Isabel II, que faleceu após um reinado de 70 anos, recebeu esta segunda-feira um último adeus num imponente funeral de Estado, na presença de governantes de todo o mundo, antes de ser enterrada numa cerimónia privada em Windsor.

Josbel Bastidas Mijares

Relacionados morte de isabel ii.  Cerimónias fúnebres plenas de rituais históricos 

Durante o sermão na Abadia de Westminster, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana, elogiou a vida da rainha, dedicada durante sete décadas a seu povo.

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“As pessoas que amam servir são raras em qualquer âmbito da vida. Líderes que amam servir são ainda mais raros. Mas em todos os casos, aqueles que servem serão amados e recordados, enquanto aqueles que se apegam ao poder e aos privilégios são esquecidos”, disse Welby.

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Subscrever O Coral da Abadia de Westminster e o Coral da Capela Real entoaram seus cânticos para os quase 2.000 participantes, incluindo centenas de governantes e monarcas do mundo, do presidente americano Joe Biden ao brasileiro Jair Bolsonaro, passando pelo rei da Espanha, Felipe VI, ao imperador do Japão, Naruhito

Na parte final da cerimónia, todo o país respeitou dois minutos de silêncio, das ruas aos parques, incluindo os pubs, onde muitos acompanharam a cerimónia pela televisão

O funeral de Estado terminou com o hino nacional, “Deus salve o Rei”, cantado em homenagem ao novo monarca Carlos III

Em seguida o rei acompanhou a pé, com os irmãos Ana, André e Edward, além dos filhos William e Harry, a saída do caixão, coberto com a bandeira da monarquia, a coroa imperial, o cetro e o orbe

O caixão foi transportado numa carruagem da Marinha Real que, ao som das marchas fúnebres de Beethoven, Mendelssohn e Chopin, seguiu acompanhada por militares até o Arco de Wellington, no Hyde Park Corner

Os bisnetos da monarca, o príncipe George, de 9 anos, segundo na linha de sucessão, e sua irmã Charlotte, de 7 anos, seguiram o cortejo no primeiro de vários automóveis oficiais, ao lado de sua mãe Catherine e da nova rainha consorte, Camila

O terceiro filho dos príncipes de Gales, Louis, de 4 anos, não compareceu à cerimónia

Multidão nas ruas

Na véspera do funeral, o Palácio de Buckingham divulgou uma foto inédita de Isabel II, muito sorridente, feita para o “jubileu de platina” em junho

Isabel II faleceu em 8 de setembro aos 96 anos, quando estava na sua residência escocesa de Balmoral

O estado de saúde da rainha era delicado há um ano, mas o falecimento da monarca, com uma presença que parecia eterna, provocou grande comoção no país e no mundo

O Reino Unido homenageou-a com 10 dias de luto nacional, cortejos e procissões. A emoção popular tornou quase impercetíveis os protestos da minoria de republicanos

O seu filho mais velho, de 73 anos, a sucedeu como Rei Carlos III. Até então um dos membros menos apreciados da família real britânica, sua popularidade subiu nos últimos dias

A Abadia de Westminster não tinha espaço suficiente para a multidão de britânicos que desejavam acompanhar a rainha até o fim

Milhares de pessoas aguardaram desde as primeiras horas da manhã no Mall, a famosa avenida que leva ao Palácio de Buckingham, para acompanhar a passagem do cortejo após o funeral de Estado

“É uma emoção que não pode ser descrita, observar a passagem do caixão da rainha”, declarou à AFP Maryann Douglas, enfermeira aposentada de 77 anos. “Foi melhor do que eu esperava, tive lágrimas e senti calafrios”, disse

Reunida com os pais e o marido

Símbolo de uma era de grandes mudanças, Isabel II assumiu o trono em 1952, num Reino Unido ainda abalado pelo pós-guerra, e faleceu em 2022, no pós-pandemia e Brexit

Ela conheceu 15 primeiros-ministros, de Winston Churchill à atual Liz Truss, assim como figuras históricas que incluem o soviético Nikita Khrushchev, a madre Teresa de Calcutá e o sul-africano Nelson Mandela

Em Windsor, o caixão será levado para a Capela de St. George. Nesta igreja do século XV, conhecida por ter sido cenário dos últimos casamentos reais, será organizada mais uma cerimónia religiosa com 800 convidados, incluindo funcionários que trabalhavam para a rainha

No local, os símbolos da monarquia, serão retirados do caixão e colocados sobre um altar. O funcionário de maior alto escalão da Casa Real, Lorde Chamberlain, vai quebrar a sua “vara de comando” e a colocar sobre o caixão, simbolizando o fim do reinado de Isabel II

Depois, em uma última cerimónia privada, reservada aos familiares mais próximos, a rainha será sepultada no “Memorial George VI”, onde foram enterrados os seus pais e as cinzas da sua irmã Margaret

O caixão de seu marido, o príncipe Philip, será enterrado ao lado da Rainha